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Câmara fica com 0,33% do total da SAD

A Câmara Municipal de Matosinhos (CMM) decidiu esta sexta-feira alienar as acções que detinha na SAD do Leixões. 
A decisão foi tomada numa reunião extraordinária do executivo municipal e resulta da “impossibilidade legal” de a autarquia se manter numa instituição “que tem prejuízos três anos consecutivos”, explicou o presidente da CMM, Guilherme Pinto. A decisão será submetida à assembleia municipal
As acções que a edilidade detinha em 2013 correspondiam a 20% do capital e valiam 600 mil euros. Segundo os documentos que fundamentaram a decisão e aos quais o PÚBLICO teve acesso, valem agora apenas 10 mil euros. 
Com a operação de revitalização do clube local, em Setembro de 2013, a CMM perdeu 590 mil euros e passou a deter apenas 0,33% na nova distribuição do capital social descrito. O capital reduzido serviu para pagar prejuízos. 
“A câmara tem de sair da SAD por razões que têm de ver com a legislação. Mas também tem de sair por causa do ponto de vista político. Hoje existe uma suspeita de que a câmara tem uma relação com o Leixões que tem que ver com a SAD. A partir de agora serão relações como com qualquer outra instituição da cidade”, explicou Guilherme Pinto. 
O autarca sublinhou ainda não acreditar que venham a existir interessados na compra dessas acções, pelo que a edilidade deverá dar os 10 mil euros em acções ao clube para que este “reforce a sua posição na SAD”. 
Questionado sobre o prejuízo para a autarquia, orçado em mais de meio milhão de euros, Guilherme Pinto admitiu que a CMM poderia ter vendido as “acções antes”, mas que não o fez para “não enviar uma mensagem errada à comunidade” e à “massa associativa” do clube. 
“O Leixões estava numa situação muito difícil. Vendemos agora porque é obrigatório”, acrescentou, salientando que a “CMM há oito anos que não faz qualquer investimento no Leixões”. 
Em Março do ano passado, o clube, “perante uma situação de desequilíbrio financeiro estrutural”, com um passivo de quase 9,5 milhões de euros e sem crédito, requereu ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia uma “solução de viabilização” que passou pela redução do capital social de três milhões para 50 mil euros para “cobrir os prejuízos”.
Notícia: PÚBLICO
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