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Antevisão do Leixões-Leiria >3.10.09

Pergunta – Como é que se motiva uma equipa depois de uma derrota tão pesada?
José Mota – Reconhecendo o trabalho que foi desenvolvido nesse mesmo jogo. Tivemos oportunidade de rever esse mesmo jogo e o que de bom se fez, sem deixar de reconhecer os erros que cometemos. Apesar de termos perdido por 5-0, não foi assim tão mau, até porque, se não fossem algumas situações que poderiam ter sido evitadas, tudo poderia ter sido diferente. A nossa estratégia não foi má, mas obrigaram-nos a que as coisas não corressem bem, e isso é importante que seja realçado. Por tudo isto não podemos relacionar o jogo do último fim-de-semana com o próximo. O que pretendo é realçar as coisas boas que fizemos e anular os aspectos mais negativos.
P – A estratégia a utilizar com a União de Leiria será um pouco diferente, não?
JM – Estou à espera de uma boa equipa, organizada, que tem tido um desempenho positivo no campeonato, fundamentalmente pela qualidade e pelo entrosamento do seu futebol. Isto costuma acontecer com as equipas que vêm da Segunda Liga, que vêm com alegria de vitória. Basta ver a competitividade e a objectividade demonstradas nos últimos jogos, nomeadamente com o Benfica e com o Guimarães. Não tenho dúvidas que vai ser um jogo difícil para o Leixões.
P – Mas qual será a estratégia do Leixões?
JM – Temos que perceber que, com certeza, não vamos ter um adversário a jogar o jogo pelo jogo, como acontece quase sempre com as equipas que visitam o Estádio do Mar. Seremos a equipa com maiores obrigações em termos de domínio de jogo, mas temos de ter presente que, do outro lado, vai estar uma equipa a querer aproveitar todas as desconcentrações e todos os espaços concedidos pelo Leixões.
P – O Pouga está castigado. O Faioli dá-lhe garantias em termos ofensivos?
JM – Dá. Não adianta falar de quem não está. Temos é de nos preocupar com quem está, com quem pode dar o seu contributo. E sei que vamos ter um bom comportamento, porque este grupo de trabalho é bom, tem sentido positivo do jogo. É um grupo de gente nova, com uma margem de progressão imensa. E isso agrada-me. Quem tem entrado, tem-se afirmado. Com o tempo e com os resultados, não tenho dúvidas de que vamos ter uma belíssima equipa.
P – É essa afirmação que espera do Cong Vinh, que talvez tenha uma oportunidade com o Leiria?
JM – Também. O Vinh é um dos jogadores que chegou de novo e que tem de se adaptar. Este ano, temos vários jogadores novos, de várias nacionalidades, que precisam de tempo para se ambientar ao grupo e ao futebol português. Mas estou satisfeito com todos eles, pela personalidade de cada um, pela atitude que têm e pela forma como querem demonstrar as suas capacidades. São jogadores que têm condições, que jogo após jogo e treino após treino jogo se nota que estão melhores. Tudo isto dá confiança ao treinador de que vai ter uma equipa boa, competitiva e capaz de conseguir bons resultados.
P – É muito importante para o grupo conseguir uma vitória no domingo?
JM – É sempre importante conseguir vitórias. Se ganharmos o próximo jogo passamos para quinto ou sexto na classificação. Uma vitória dá não só pontos mas também uma força muito grande. E um grupo novo, jovem, como é do Leixões, precisa desses resultados para ganhar confiança. Mas que ninguém pense que fiquei triste por ter perdido 5-0 na Luz e 4-1 no Dragão. Estas derrotas são casuais e aconteceram, em parte, pela inexperiência que o grupo tem. Mas convém destacar também que aconteceram pelo facto de, muitas vezes, não nos olharem com os mesmos olhos que alguns clubes. A derrota com o Benfica teve origem, fundamentalmente, na dualidade de critérios que o árbitro teve nos primeiros 35/40 minutos.
P – O Leixões foi muito criticado por ter feito muitas faltas na Luz. Como é que o treinador reage a isso?
JM – Não gostava de entrar por aí, mas, já que me fez essa pergunta, vou dizer-lhe o seguinte. Convido os senhores jornalistas que escreveram essas crónicas a virem ver o vídeo do jogo comigo. O Leixões fez 15 faltas na primeira parte e algumas nem sequer existiram. Vejam quantas fez o Benfica e quantas ficaram por assinalar. Dou-lhe alguns exemplos: o primeiro amarelo mostrado ao Pouga surge na sequência de uma falta do Ramires sobre o Pouga – entrou com o joelho no estômago do meu jogador – que não foi sancionada; o cartão amarelo ao Tiago Cintra acontece na sequência de uma falta não marcada, novamente, do Ramires sobre o Tiago. Há outras, mas seria fastidioso estar aqui a enumerá-las. Era interessante era perceber como é que o Leixões perdeu 5-0. Se nos lembrarmos que o primeiro amarelo ao Pouga não existe e que também não há motivo para penálti – e são os comentadores de arbitragem que o dizem, como o senhor Jorge Coroado – talvez consigamos perceber que tudo poderia ter sido bem diferente. Mas isso já passou. No futebol, o vento leva as palavras. Vamos é concentrar-nos no Leiria.
fonte: site oficial LSC
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