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"Não Sou um bebé do Mar mas sinto-me adoptado" - Gonçalo Graça

Gonçalo Graça, 22 anos, está muito satisfeito com a temporada que está a efectuar no Leixões Sport Club. Ao site oficial do clube, realça a forma como foi recebido por todos, diz que se sente um bebé do Mar adoptado e que só pensa em ganhar o jogo de domingo para poder alimentar um sonho que todos julgavam impossível de concretizar no início da época.

LSC – Como tem sido a temporada ao serviço do Leixões. Está a correr dentro daquilo que esperava? 
Gonçalo Graça – Tem sido muito boa. O Leixões é um clube excelente e tenho jogado com bastante frequência, o que é sempre bom. Muita gente me dizia que era uma despromoção vir de Setúbal para cá, mas o Leixões, apesar de não estar na Primeira Liga, tem tudo aquilo que qualquer jogador precisa para fazer um bom trabalho. Tem organização, adeptos e ambição. E encontrei um grupo de trabalho maravilhoso, em que, acima de tudo, somos muito amigos. Na minha terra, nas Caxinas, digo muitas vezes que não sou um bebé do Mar verdadeiro mas sinto-me como se tivesse sido adoptado. 

O que é o que faz pensar assim? 
A forma como fui acolhido por todos fez-me sentir como se já estivesse aqui há muito. Quando vou na rua, sinto o carinho dos adeptos. É difícil de explicar, mas gosto da forma como olham para mim, como se dirigem a mim. Dão-me uma força tal que se for preciso morrer em campo pelo Leixões, como se costuma dizer, estou pronto para isso.

É a união do balneário que tem feito a diferença esta época? 
É um dos grandes trunfos. Podemos não ter os melhores jogadores do campeonato, mas somos uma equipa no verdadeiro sentido da palavra. Volto a frisar, acima de tudo somos amigos. Isso faz a diferença no dia-a-dia, nos treinos e nos jogos. E dentro do balneário não posso deixar de enaltecer o trabalho dos capitães, jogadores que têm sido fundamentais no fortalecer do espírito de grupo. Têm muita experiência e gostam muito do Leixões, transmitindo muita confiança aos mais novos. Mas este bom ambiente não se fica pelo balneário. No Clube, da equipa técnica ao roupeiro, passando pelo tratador de relva, toda a gente vive o Leixões de uma forma especial. Tudo isso junto dá força extra aos jogadores.
Acha que o facto de Matosinhos e a Póvoa serem cidades muito parecidas em termos de vivência contribuiu para a sua integração? 
Talvez. Tanto o Leixões, como o Varzim, onde me fiz jogador, são clubes à imagem das cidades. São clubes guerreiros, de raça, de gente lutadora, de gente do mar. Os clubes e as cidades confundem-se. Vê-se na forma como os adeptos vivem o dia-a-dia do Clube. 

Domingo, o Leixões tem um jogo muito importante com o Arouca. O que espera? 
Espero um bom jogo e uma vitória do Leixões. Queremos assegurar matematicamente a manutenção e, ao mesmo tempo, encurtar a distância para o Arouca, de forma a podermos sonhar com algo que era impensável no início da época. Estamos a realizar uma temporada acima das expectativas e queremos continuar a surpreender. Aconteça o que acontecer a ideia é sempre lutar pelos três pontos. Aqui não se pensa de outra forma. A nossa equipa é jovem, mas é destes jogos que todos gostamos. Estamos motivados por natureza. E vamos jogar em casa, perante os nossos adeptos. Os adeptos do Leixões são incríveis. Lembro-me sempre, quando jogava no Varzim, de duas invasões, no bom sentido, de adeptos do Leixões à Póvoa. Encheram o estádio. Gostava que isso acontecesse aqui. Nunca joguei com o Estádio do Mar cheio e seria uma alegria imensa que isso acontecesse.
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